Trabalho de Conclusão de Curso de Formação em Terapia Relacional Sistêmica

 

Título: Decida Parar de Sofrer

Autor: ANDRÉA VISMECK COSTA

 

 

Monografia apresentada à Professora e

Psicóloga Solange Maria Rosset

do Curso de Formação em Terapia

Relacional Sistêmica

 

Existem grandes catástrofes atingindo nossas famílias e a nós mesmos, nos mais diferentes âmbitos da vida (social, profissional, emocional, afetivo, espiritual, etc.). Ficamos doentes, temos dificuldades financeiras, temos vícios, passamos necessidades, temos dificuldades para nos relacionar com pessoas, entre muitas outras. É só perguntarmos para cada ser humano qual é a maior dificuldade que enfrentam, que vão aparecer questões as mais diversas, desde as mais simples e leves até as mais complexas e pesadas. Dificuldades, problemas, tragédias..., sempre vão existir. O que proponho é começarmos a perceber que podemos escolher e decidir não sofrer com tais "tumores e chagas" que afligem o ser humano.

Nos meus trabalhos como psicóloga (clínica, escolar e organizacional) e nas minhas experiências pessoais fui percebendo que o sofrimento sempre está presente nos seres humanos (alguns sofrendo mais e outros menos) e que esse sofrimento atrapalha o desfecho de nosso dia-a-dia, pois analisando várias situações, ficou nítido que quanto menor for a angústia, ansiedade e dor dos acontecimentos rotineiros, melhores serão os resultados. Este argumento que utilizo é resultado também de pesquisas literárias que fiz. Muitos autores escrevem sobre como podemos amenizar o sofrimento e produzir resultados positivos para nossa vida. Esta é minha proposta: discorrer sobre como vamos parar de sofrer me baseando em exemplos literários, profissionais e pessoais.

1º ponto: Perder e lidar com a frustração.

É natural que a gente se sinta triste quando algo ruim aconteceu, sinta-se mal e sofra por algum período após uma situação de perda ou de incômodo e irritação. A tristeza é uma emoção normal e natural no ser humano diante de perdas e incômodos e manifesta-se de diferentes formas: lágrimas, isolamento, desinteresse pelas coisas, falta de prazer, etc. e é importante sabermos que perder coisas faz parte da vida. Segundo VIORST, desde que nascemos já estamos perdendo coisas. À medida que vamos crescendo, as escolhas que precisamos fazer aumentam e conseqüentemente as perdas também, pois escolher é correr riscos e pagar preços (altos ou baixos). Perder nos ajudará a nos frustrar, sentir dor e tristeza para podermos lidar com novas perdas que surgirão ao longo de nossa vida adulta. Quantas crianças observo nas escolas onde trabalho que não conseguem dividir brinquedos e materiais, ou dividir a atenção da professora, etc., por não estarem tendo registros do que é se frustrar. Muitas vezes as professoras e os pais acabam dando o que a criança quer para não ter que ouvir seu choro ou não ter que lidar com a agressividade da criança. Deixar que tais crianças percam coisas e se frustrem ajudará a construir adultos mais fortes e mais seguros na vida, pois quando crescerem já saberão que gritar e espernear não resolverá situações.

Sendo assim, podemos decidir não mais ficarmos chorando pelos cantos, ficarmos desanimados, desesperançados e sem saber o que fazer, vamos procurar força para encarar a perda, a frustração e conseqüentemente ter mais segurança em nossas ações. Precisamos, para isso, verificar como estamos reagindo frente às perdas. Para não nos afundamos na dor e ficarmos sem força para sair do problema, precisamos exercitar o contrário: buscar formas de nos desligar do sofrimento e da ansiedade pelas perdas que tivemos (achando coisas que nos distraiam - ocupações prazerosas), não criar dependências (não podemos deixar que os outros façam mais nada por nós, pois fazendo coisas sozinho aprenderemos a "quebrar a cara" e a aceitar melhor perder) e entender que a irritação não resolverá nosso problema, só afastará as pessoas.

2º ponto: Somos os únicos responsáveis por tudo o que ocorre em nossa vida.

Em algumas situações, aquele sentimento natural de tristeza que mencionei, se mantém por um longo período e não se resume como simples períodos de "altos e baixos", ficamos sofrendo e nos consumindo, não fazemos mais nada na vida e nos afundamos. Isto é o que devemos estar atentos e não deixar que aconteça; o primeiro passo é percebermos que nós mesmos é que contribuímos o tempo todo para que nossa vida esteja do jeito que está. Cem vezes por dia, repetimos falas, atitudes e gestos que contribuem para a criação de situações não tão boas em nossa vida. Nos atendimentos a pais que faço nas escolas, isso é bem claro. Eles chegam contando os problemas que o filho apresenta e querem ouvir que o problema é do filho e perguntam o que a escola vai fazer para ajudá-lo. Os pais se esquecem de verificar as falas e atitudes que têm que contribuem para que determinado comportamento aconteça. Sempre que vou circular a queixa que eles trazem, aparecem exemplos de atitudes deles mesmos que contribuem para as reações que as crianças estão apresentando. A pouco tempo fiz um atendimento a pais em uma escola em que eles traziam a queixa de que o filho estava "agressivo" em casa, ou seja, estava desobediente, fazendo manhas, gritando com os pais, chutando, falando palavrões, etc. À medida que fui fazendo perguntas sobre o dia-a-dia deles, os pais foram contando que chegavam do serviço e deixavam-no na sala assistindo televisão e iam fazer suas coisas; nos finais de semana trabalhavam na frente do computador em casa e não estavam tendo tempo para sair com ele, o menino estava ficando aos cuidados de uma babá; estavam comprando tudo o que ele pedia para evitar que sofresse e sentisse falta dos pais; procuravam deixar ele fazer o que quisesse em casa para não deixá-lo irritado; etc. Os pais não imaginavam como suas próprias atitudes estavam definindo os comportamentos do filho.

Nas empresas também vejo este tipo de atitude acontecer: conversando com a diretora de uma escola onde faço trabalhos organizacionais, ela se queixava sobre o fato de suas funcionárias não respeitarem horários, ficarem batendo papo no ambiente de trabalho e fofocarem muito. Mal ela tinha consciência de que todas as vezes que eu precisei ir à empresa observava que ou ela não estava ou ela sempre chegava no final do dia e sempre contando que passou em uma loja, que dormiu até mais tarde, que foi ao salão de beleza. Em todas as conversas que tínhamos ou que ela tinha com outras pessoas, dava sempre um jeito de criticar alguém ou falar mal de alguém. Volta e meia estava dando trela para conversas com assuntos aleatórios à empresa com funcionários. Ela mesma dava o exemplo e contribuía para que os funcionários agissem de igual maneira.

Quando conseguirmos aceitar que nossos comportamentos definem a vida que temos, vamos poder melhorar nossas relações com o mundo e ser mais felizes.

3º ponto: Os problemas não são tão pesados.

Um outro passo importante, é perceber que somos nós mesmos que enxergamos nossos problemas como graves, pesados, sem solução e com muita ansiedade e angústia. Olhar para o problema como se ele fosse pequeno, sem tanta importância e com leveza, ajudará a não ficarmos angustiados e preocupados. Precisamos nos ocupar em esquecer o problema, deixá-lo de lado, pois assim, ele por si só vai se resolvendo. Augusto, cliente de 43 anos, se queixava de tensões, preocupações e dores de cabeça constantes devido a problemas profissionais em sua empresa - mas, eram problemas que não podiam ser resolvidos de imediato, pois a resolução dependia de outras pessoas e outras situações. Sugeri que buscasse atividades prazerosas no final do dos seus dias, assim como nos finais de semana. Quando nos vimos novamente (1 mês depois), aliviado, me contou que aqueles problemas que teve na empresa já haviam sido solucionados e que não sofreu com o desenrolar deles. Contou que procurou se ocupar ao máximo: passou a praticar Judô todos os dias à noite e nos finais de semana viajava para a cidade onde seus pais moravam. Com isto, nem lembrava de ficar remoendo os problemas que tanto afetavam-no antes. GASPARETO, coloca que tudo no universo caminha continuamente e naturalmente. O tempo ainda é o melhor remédio para todas as dores; ele vai naturalmente cumprindo sua função e com ele, as transformações se sucedem e gradativamente tudo se modifica. É saudável fazermos uma retrospectiva de nossa vida e de nosso jeito de ser, para percebermos que muita coisa já está bem diferente. Quantas vezes achamos que não haviam saídas para nossos conflitos e hoje nem nos lembramos mais desses episódios - eles já passaram e já foram solucionados. Devemos lembrar que o tempo apenas precisa de espaço para se manifestar, ou seja, em muitos momentos, vamos precisar esperar, "dar um tempo" para que o tempo atue em nossa vida. "Sentado silenciosamente, fazendo nada, a primavera vem e a grama cresce". (Poema Zen Budista - Revista Planeta)

KUNDTZ, ressalta que não adianta cairmos nos velhos hábitos de comprimir coisas ou cortar coisas, isto é, fazermos milhões de coisas ao mesmos tempo ou eliminar afazeres para tentarmos dar conta das situações da vida. A saída, segundo ele, é darmos uma parada. "Parar é ficar sem fazer nada o máximo possível, por um período definido de tempo (de um segundo a um mês), com o propósito de se tornar mais totalmente desperto e saber quem você é".

4º ponto: Existem várias saídas para as dificuldades.

Além do que já foi colocado, podemos treinar ter uma visão multidimensional das coisas que nos incomodam: enxergar diferentes ângulos da situação conflitante. Enxergar que existem pelo menos cinco saídas para nossas aflições. É só querermos e estarmos dispostos a fazer um levantamento de várias soluções para os problemas, para então, observarmos quais são as saídas mais viáveis para podermos colocá-las em prática. Há quem diga que é só perguntarmos para diferentes pessoas o que fariam diante de uma determinada situação, que cada uma delas dará diferentes soluções: algumas criativas, outras ousadas e outras ainda bem práticas. Quando nos sentirmos bloqueados em dificuldades ou num dilema mental, devemos procurar encontrar uma nova compreensão da situação, novas luzes ou esclarecimentos. Vamos parar de dizer que as dificuldades não têm soluções! Quando percebo que um cliente não enxerga soluções, sempre sugiro que faça uma lista de possíveis saídas para seus problemas - até as mais ousadas e loucas. Em todas essas ocasiões que fiz tal sugestão, os clientes acabavam trazendo saídas bem originais e criativas, que nem tinham se dado conta que poderiam aplicá-las.

5º ponto: A força dos pensamentos.

O jeito como encaramos nossas dificuldades faz toda a diferença. A vida fica mais leve e alegre quando resolvemos que vamos olhar para ela com felicidade e beleza. A chave para isso é o pensamento. Se ficarmos 24hs pensando nos problemas, o resultado será muita angústia e tristeza, até porque só ficar pensando em coisas negativas nunca resolveu o problema de ninguém.

POTTER coloca que só vamos colher aquilo que plantarmos - esta é a velha lei da colheita. Se plantarmos em nosso jardim tomates, colheremos tomates e não feijão ou abóbora. Com a nossa vida não podia ser diferente. Se semearmos pensamentos negativos em nossa mente, é isso que vamos obter da vida: resultados negativos. A vida responde de acordo com o que irradiarmos. Se nós irradiarmos ódio, tristeza, raiva, reclamações, dor, etc., é somente isso que vamos receber em troca. Podemos fazer uma experiência: nos sentar em algum lugar e começarmos a pensar em coisas ruins, em tragédias, em sofrimento e veremos que em poucos minutos estaremos tristes, melancólicos, desesperançados e poderemos até sentir mal-estar orgânico. Então, se pensarmos em coisas boas, alegres bonitas e otimistas, a sensação será exatamente esta: muita alegria e bem-estar.

Nossos pensamentos, imagens mentais, crenças, atitudes e sentimentos são investimentos que se acham depositados em nosso subconsciente. Esses investimentos proporcionam juros compostos, isto é, se multiplicam. Sendo assim, podemos impressionar nosso subconsciente com amor, fé, confiança, segurança, abundância, correção e bom-humor: desta forma, sempre que necessitarmos de amor, confiança ou de solução para um problema, nosso subconsciente nos atenderá. Esta é a forma de extrair tesouros da mina de ouro existente em nosso íntimo. A inteligência infinita do subconsciente poderá solucionar todos os problemas e proporcionar as respostas corretas. Quando aceitarmos mentalmente alguma coisa como verdadeira, o subconsciente fará com que ela venha a se concretizar sem que se saibamos como - quantas coisas que desejamos acabam acontecendo e nem sabemos explicar como se concretizaram! Nossa atitude mental dominante é o nosso verdadeiro patrão. As idéias são os nossos senhores e determinam nossas atitudes. Vamos incutir em nossa mente idéias de harmonia, sucesso e prosperidade e estimulá-las com convicção; assim, verificaremos que a existência interior de um bom patrão fará com que o mesmo ocorra exteriormente.

O que somos se encontra no reino imensurável a que chamamos pensamento. Tudo que somos é aquilo em que temos pensado; funda-se nos nossos pensamentos, forma-se dos nossos pensamentos. Desde que um bom pensamento entra no nosso ser, ele nos trás uma luz que nos faz ver uma quantidade de outras coisas, cuja existência nem sequer imaginávamos antes. "Se uma pessoa fala mal e age com maus pensamentos, o sofrimento o segue como as rodas que seguem os pés dos bois que puxam o carro. Se uma pessoa fala e age com bons pensamentos, a felicidade o segue como a sombra que nunca o abandona" (Buda - Revista Planeta)

Os pensamentos são coisas e têm asas mais velozes que os pombos-correio. Seguem a lei do universo. Todos os pensamentos se concretizam, se espalham e nos trazem de volta tudo aquilo que a nossa mente enviou. O pensamento magnetiza todo o nosso jeito de ser, atrai para nós objetivos que se harmonizam com a natureza de nossos pensamentos. Sempre costumo utilizar mentalizações no meu dia-a-dia para ter mais harmonia. Quando estou indo para casa do trabalho, ou quando estou no banho, ou ainda antes de dormir, invento frases positivas e otimistas sobre minha saúde, ou sobre meu trabalho, ou sobre minhas relações com pessoas e fico repetindo-as para atingir meu subconsciente e ter respostas produtivas para minha vida. Desde que aprendi sobre a força de nossos pensamentos, utilizo isso todos os dias e verifico resultados - de lá para cá, minha vida profissional deslanchou, minhas amizades aumentaram muito e não precisei mais ir a médicos e tomar remédios. O importante é que o conteúdo das mentalizações seja sempre otimista e positivo e que tenhamos confiança no que vamos dizer / acreditemos no que vamos dizer. Márcia, minha cliente, sempre gostava de fazer mentalizações, mas sempre duvidava e questionava muito a questão. É claro que ela não via resultados, pois, provavelmente, seus pensamentos eram de dúvida e descrença quando mentalizava coisas. Por mais que ficasse pensando em coisas boas e positivas, a sensação dentro dela era de que aquilo não ia dar certo. Portanto, para que uma mentalização faça efeito, é importante acreditarmos que aquilo fará diferença para nossa vida.

Agora que já sabemos do poder do subconsciente através de nossos pensamentos, temos que nos concentrar no otimismo, nos habituar a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores. CAFÉ, trás a idéia de que a atitude otimista tem o poder de dissipar as névoas que turvam a nossa visão, pois nos concentramos no poder da luz e do calor do nosso Sol Interior. Quanto mais afirmarmos a presença da luz e do calor, mais criaremos a realidade adequada para cada momento. A verdadeira atitude otimista não se aliena dos desafios e aventuras que precisam ser encarados e vividos, porém tem a capacidade de transformá-los em impulsos criativos que atrairão as melhores situações. Quando a nossa energia criativa se direcionar para atrair e criar as condições ótimas para nossa vida, estaremos tomando uma atitude otimista.

Certa vez, recebi um texto de uma empresa onde trabalhei, que contava que Antônio Carlos, editor de conteúdo de um site de marketing pessoal, foi procurar um lugar para consertar seu carro. Foi a 2 lugares e percebeu a grande diferença nos atendimentos. Em um dos lugares, uma oficina mecânica de "fundo de quintal", as pessoas sorriam e conversavam com ele, lhe ofereciam as melhores condições de pagamento e lhe ofereciam bebidas enquanto se informava. No outro lugar, grande empresa multinacional, foi mal atendido: os funcionários não sorriam, não tratavam-no com receptividade, não ofereciam bebidas, mas, as condições de pagamento também eram boas. Ele acabou optando por consertar seu carro na oficina mecânica - ele ficou com uma sensação de aquele este lugar era ótimo em todos os sentidos. Dizia que mesmo que as condições de pagamento da oficina não fossem tão boas, ele acabaria indo lá, pois encantou-se com as pessoas e suas posturas ao tratar com ele. Antônio colocava no texto, que o sorriso e o bom humor podem ser considerados umas das mais antigas ferramentas a serem utilizadas pelo ser humano na sua vida, mesmo que inconscientemente. Ainda dizia, que ao praticarmos o sorriso, desde que de forma natural e sincera, nos tornamos pessoas receptivas e automaticamente amáveis e que contribuímos para que as pessoas com quem mantemos contato ajam assim também.

Alguns escritores como Joseph Murphy, Francisco Xavier, Alice Potter, etc., dão lugar especial em suas obras ao bom humor. Através dele, não daremos lugar ao pessimismo e ao desânimo e a vida ficará muito mais leve. Com ele, aprenderemos a nos comunicar melhor com o mundo (com mais flexibilidade, com mais sorriso e isto aproxima pessoas), a resolver mais facilmente nossas dificuldades (quando olhamos para os problemas com bom humor eles se tornam automaticamente pequenos, sem tanta importância e conseguimos ter serenidade para resolvê-los) e a preservar nossa saúde ("Um coração alegre faz tão bem quanto os remédios" - Bíblia - Revista Planeta). MURPHY diz: "Para ser um otimista é necessário colocar os seus desejos em um nível de aceitação que possibilite a sua manifestação. Concentre-se em seus pensamentos..."

6º ponto: Viver o aqui e agora.

SOARES afirma que, então, a raiz de todas as nossas dificuldades são os pensamentos negativos. São eles que nos levarão para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que nos afastarão da experiência de contatos com nosso aqui e gora. E como é fácil parar de ficar programando o futuro e nos culpando pelo passado! Vamos exercitar mais o viver intenso de cada momento que se mostra na nossa vida. O segredo é pensarmos, sentirmos e vivermos o momento presente - sem desatenção. Se estivermos conversando com alguém, não vamos ficar pensando na lista de compras que precisamos fazer - temos que nos envolver intensamente na conversa. Isto praticado, nos ajudará a esquecermos do passado e do futuro, mas é preciso a prática constante.

"Quando a vida concentra-se no presente ela é mais real, porque o passado e o futuro não se chocam com ela. Neste exato momento, onde estão o passado e o futuro? Em lugar nenhum. Somente o momento presente existe; passado e futuro são projeções mentais. Se você puder se libertar dessas projeções, tentando nem reviver o passado nem controlar o futuro, abre-se o espaço para uma experiência completamente nova - a experiência do corpo sem idade e da mente sem fronteiras ". (Deepak Chopra - Revista Planeta)

XAVIER comenta que nossas experiências de hoje são motivadas por uma exteriorização do nosso pensamento presente. Podemos mudar o nosso modo de pensar que tudo se transformará. O único momento é o presente: o próprio futuro é determinado pelo nosso pensamento presente. Precisamos nos abster de lastimar fracassos e dificuldades que já passaram e nos entregar à construção da própria paz, em bases de serviço e discernimento.

Devemos nos lembrar: uma frase carregada de aspereza, na maioria dos casos, pode ser figurada como sendo um murro no rosto das melhores oportunidades que nos procuram.

7º ponto: Nossas falas também contribuem para o sofrimento.

Além do cuidado que temos que ter com nossos pensamentos para que não sejam pessimistas e negativos, podemos ficar atentos às nossas falas. Falar coisas negativas para as pessoas ou contar casos trágicos, ou ainda, ficar só reclamando da vida, etc., também atrapalham nosso crescimento. Tive uma amiga há anos atrás, que não entendia porque tinha dificuldades para se relacionar com pessoas e fazer amizades. Ela não percebia que suas falas eram sempre pessimistas: adorava contar casos trágicos que ouvia na rádio, desqualificava tudo que as pessoas faziam, tratava sua mãe com grosseria e utilizava muitos palavrões em sua linguagem. Várias pessoas que conhecíamos em comum, me falavam que não gostavam de estar com ela devido aos conteúdos de suas conversas.

Sem percebermos, umas cem vezes por dia, usamos falas repetitivas, que funcionam como uma programação em nossa mente. Estes tipos de falas negativas podem ficar martelando em nossa mente e acabar se tornando verdades absolutas de tanto que já as repetimos. É o que se pode chamar de profecia auto-realizadora (aquilo que temíamos acabou se concretizando de tanto que falamos). Estas programações negativas que fazemos, às vezes, são bem sutis - nem percebemos que vamos contribuir para que nossa vida seja "amarga". Quantos de nós vivem reclamando todos os dias de tudo: da comida que comemos, da casa que possuímos, das pessoas em nossa volta. Essas falas que colocam defeito em tudo e em todos, são pessimistas e só atrasam a nossa vida, pois é só isso que irradiaremos para nossa própria vida. Às vezes, desqualificamos tudo o que os outros fazem - neste exemplo acontece desencorajamento por causa da desqualificação. Ou ainda, só contamos tragédias e casos de sofrimento. Também utilizamos, muitas vezes, as falas: "isso é difícil", "isso é complicado" ou "isso é impossível". Todos esses exemplos mostram que realmente estamos insatisfeitos com a vida que temos, pois só damos ao mundo coisas negativas e pesadas. De acordo com MURPHY, tudo o que se fala tende a se manifestar na vida, a menos que seja neutralizado por uma fala contrária. As falas podem positiva e definitivamente proporcionar recursos tangíveis através do nosso subconsciente.

Muitas pessoas utilizam os Mantras para buscar mais harmonia em suas vidas. Mantra é a repetição de sons que levam a um estado de bem estar, meditação e harmonia. Os Mantras nasceram na Índia e foram adotados por todas as religiões que de lá se espalharam pelo mundo. Há várias linhagens do budismo chinês, tibetano, japonês e coreano que usam estas frases rítmicas, explica Edmundo Pellizari, professor de Teologia de São Paulo (Revista Bons Fluídos). Os Mantras podem ser utilizados para vários fins: alívio, calma, alegria, amparo, ânimo, saúde, prosperidade, etc. Segundo os estudiosos de Mantras, estes devem ser ditos em voz alta e por um determinado período (que varia de minutos a horas de acordo com cada autor), mas percebi com minha prática individual e em leituras sobre o poder do pensamento positivo, que se mentalizarmos os Mantras sem recitá-los em voz alta, o efeito também é produtivo - por muitas vezes pratiquei Mantras apenas mentalizando-os e tive o mesmo resultado de quando os pronunciava em voz alta. Vários numerólogos também têm elaborado Mantras para beneficiar as pessoas. Eles constróem palavras e frases utilizando seus conhecimentos do poder dos números e divulgam para que as pessoas possam utilizá-los. Por exemplo o Mantra "Barendino Vindigil Bines Elo", foi criado pelo numerólogo Gilson Chveid Oen para ajudar a fortalecer e impulsionar atividades empresariais. Gilson divulgou os Mantras que construiu no site: www.gilsonchveioen.com.br e conta que o trabalho que realiza consiste em transformar a experiência interior de uma pessoa aonde ela não foi boa, fazendo-a adquirir, através do uso de Mantras adequados, novas crenças interiores capazes de mudar o rumo de sua vida para uma direção muito melhor, introduzindo-a numa nova dimensão de realidade.

Vários clientes que tive conheciam Mantras e me deram seus depoimentos sobre seus efeitos - todos que consultei afirmam que os resultados são maravilhosos. Para exemplificar utilizo o depoimento de Jussara, cliente que utilizou muito os Mantras: ela contava que fez um Mantra para conseguir mais prosperidade e na mesma semana que iniciou a prática de um determinado Mantra com tal finalidade, recebeu uma proposta de uma empresa.

Às vezes, os resultados não são tão exorbitantes, vejo pela minha própria experiência: quando comecei a fazer Mantras para estimular mais prosperidade, não recebi propostas de empresas, mas o meu trabalho foi ficando mais consistente, eu fui me encontrando e definindo questões profissionais. Um tempo depois, é que o telefone começou a tocar para novos contatos com escolas e clientes.

Quando o Dhomini ganhou o Big Brother Brasil 3, programa da Rede Globo, falou em voz alta uma espécie de oração, que semanas depois foi divulgada e explicada em uma reportagem na revista Viva. A reportagem explicava que Dhomini utilizou tal oração como uma mentalização durante todo o programa e foi elaborada por seu líder espiritual e criador da comunidade esotérica Esfera. O líder explicava que mentalizações feitas pela manhã funcionam bem, pois o inconsciente está mais aberto e trabalha o resto do dia para que a pessoa atinja seus objetivos - foi esta a recomendação que o líder tinha dado a Dhomini.

BIDDULPH, para explicar o poder das palavras, coloca que a hipnose é um evento cotidiano. Não é preciso ter um estado alterado da mente para haver hipnose; sempre que utilizarmos certas formas de discurso, alcançaremos nosso inconsciente e faremos uma programação sem intenção, basta haver repetições. Podemos, então, escolher apenas utilizar discursos positivos e otimistas para que a programação em nossa mente seja assim também. Ao invés de ficarmos arranjando defeitos para os outros, vamos olhar as qualidades ou então, nos calar, pois não temos nada a ver com o que os outros fazem. Ao invés de reclamarmos, vamos achar soluções para o que nos incomoda. Ao invés de utilizarmos palavras feias, pesadas e pessimistas, vamos falar coisas bonitas, otimistas e positivas.

Nossas palavras são mais poderosas do que qualquer outra coisa. Através de uma simples palavra, podemos construir coisas ou destruir coisas. Devemos deixar que as palavras sejam positivas e dar vida e significação à elas, para que possamos desfrutar dos seus resultados sob a forma de experiências e eventos. Nossas palavras são o elemento mental de produção das imagens em nosso próprio ser e no mundo. Vamos acreditar implicitamente que o subconsciente obedece à nossa palavra, a qual por sua vez é a convicção. Precisamos utilizar palavras que nos estimulem, fascinem e agradem e também, precisamos repeti-las com freqüência, pois essa freqüência em nossa mente que faz com que se realizem sucessos na vida. Segundo Rudyard Kipling - citado por Joseph Murphy, "as palavras são a mais poderosa droga da humanidade". Nosso pensamento e sentimento são a nossa palavra, que pode curar não somente a nós próprios como também outras pessoas. Podemos deixar que nossas palavras fluam, para que todos os assuntos e problemas tenham uma solução harmoniosa.

Tive uma cliente que me procurou trazendo a queixa de que nada dava certo em sua vida (em todas as áreas estava infeliz). Começando a investigar melhor sua situação, foram aparecendo falas do tipo: "eu não mereço nada da vida"; "sou uma fracassada"; "sou azarenta"; "a vida me reserva somente coisas ruins"; "o desânimo já me dominou"; etc. e perguntei a ela, num certo momento, se ela queria experimentar eliminar do seu vocabulário palavras e frases pessimistas e negativas. A cliente topou e sempre que nos víamos, exercitávamos esta tarefa. Toda vez que falava frases negativas nas sessões eu a interrompia e pedia que construísse a mesma frase que havia dito de forma otimista e positiva. Toda vez que ela utilizava frases pessimistas na sua vida (fora da sessão) anotava em um caderno. À medida que o trabalho foi avançando, fui percebendo que já não estava mais falando nas sessões aquelas colocações negativas e suas anotações no caderno também foram diminuindo. As primeiras mudanças concretas que percebi, foi quando ela começou a me contar que estava vendendo mais em sua loja, que estava saindo com umas amigas e que estava fazendo a unha no salão toda semana (ela não se cuidava muito quando chegou aos atendimentos). Ou seja, começaram a surgir fatos mais concretos em sua vida. Antes só se lastimava, depois, só comentava coisas boas e úteis que fez no seu dia-a-dia. Num outro momento percebi que estava tendo atitudes mais otimistas ainda: queria ampliar sua loja, passou a se vestir como uma empresária, passou a cuidar do cabelo, etc. Verifiquei que quando realmente exercitarmos nossas falas de maneira que sejam positivas e otimistas, conseguiremos olhar para as situações com mais esperança e a mandar estímulos gostosos para nosso subconsciente e para o mundo; consequentemente, nossa vida começará a fluir melhor.

Se a irritação já é um hábito nosso, podemos pensar nas desvantagens dela para nos livrarmos de semelhante desajuste espiritual. Vamos imaginar o azedume como sendo um espinheiro magnético, arremessando raios de energia destruidora em todas as direções. A intemperança mental não auxiliará ninguém. Ânimo violento apenas agravará situações e complicará problemas: provocações, reprovações e acusações, não farão com que as pessoas fiquem perto de nós; discursos de desespero e de lamentações não resolverão nossas dificuldades - só nos trarão mais infelicidade.

Se ainda trazemos, porventura, o hábito de encolerizar-se e se já conseguimos reconhecer-lhes os prejuízos, podemos claramente erradicá-lo, atendendo à própria renovação. Podemos meditar, raciocinadamente, ante o clima de conhecimento superior que já possuímos, na certeza de que nos encontramos na ocasião de expressar o melhor de nós mesmos.

Se já conseguimos buscar pensamentos alegres em nossa mente e transformá-los em palavras prazerosas e felizes, podemos cuidar com os outros à nossa volta. Evitar perder nosso equilíbrio já alcançado com as falas e discursos pessimistas de outros. Convém lembrar, que nossos ouvidos podem ser transformados em extintores do "mal", todas as vezes em que o "mal" nos procurar. Ainda que todos os elementos exteriores revelem-se contrários à ação que desenvolvermos, é perfeitamente possível guardar a nossa própria serenidade, desde que saibamos entender pessoas e situações, deixando-as onde se coloquem e seguindo para a frente com o trabalho que nos compete. Idéias e palavras, ações e atitudes dos outros pertencem a eles e não a nós. Podemos parar de nos esforçar para mudar os outros - eles não mudam, mas NÓS podemos mudar! O mundo, às vezes, faz de tudo para nos derrubar e talvez nunca pare. Precisamos buscar a paz e o equilíbrio interior independente das atitudes do mundo em que vivemos.

8º ponto: Diminuir e/ou eliminar ansiedades e estresses.

Outro fator que tenho observado em minha prática clínica, que ajuda a pararmos de sofrer, é a utilização de meios para diminuir e/ou eliminar a ansiedade que está presente quando estamos com dificuldades. Para isso, podemos realizar atividades que tirem a nossa atenção do problema e consequentemente, nos deixem mais calmos. O segredo é sempre decidirmos praticar estas atividades no momento exato que a tensão e a ansiedade surgem. Atividades físicas e corporais são ótimas para aliviar tensões (caminhar, fazer exercícios na academia, aulas de dança, de artes marciais, correr, nadar, etc.). Afinal, a agressividade embutida nas tensões e ansiedades que temos, precisam ser extravasadas, pois é uma reação normal e natural no ser humano diante de situações ameaçadoras, de risco e de medo. Da mesma forma, a prática de atividades que são prazerosas para nós, ajudam a aliviar ansiedades e tensões. Pode ser ler um livro, ir ao cinema, ouvir música, dormir, tomar banho, ligar para alguém e bater um papo, jogar um jogo, etc., desde que seja realmente prazerosa para a pessoa e que seja feita no momento exato em que não nos sentirmos bem para resolver nossas dificuldades. É muito melhor nos ocuparmos com outras coisas mais produtivas e gostosas do que ficarmos remoendo os problemas e só pensando nos problemas sem poder resolvê-los. Conheci um rapaz que quando descobriu que eu era psicóloga não resistiu em fazer-me uma pergunta: como ele poderia diminuir sua ansiedade, já que estava num momento complicado de ter que responder a alguns processos em seu trabalho. Sugeri que fizesse coisas que realmente gostasse muito e que conseguisse relaxar. Envergonhado, me contou que gostava muito de ficar "horas" em baixo do chuveiro, apenas sentindo a água cair. Depois de um tempo, nos vimos novamente e ele contou que passou a demorar mais em seus banhos e nem se importou com as contas de luz e água que teve que pagar no final do mês, pois conseguiu se sentir mais calmo diante de suas dificuldades e complementou seus argumentos dizendo que realmente sentiu que precisava fazer coisas que para ele fossem prazerosas. Chegou a me dizer que tentou fazer outras coisas para não ficar preso em seus problemas, mas não adiantou, porque eram coisas que não tinha vontade e prazer em realizar.

Percebo nas escolas, que as crianças ficam muito concentradas e calmas quando os professores oferecem atividades fortes: como rasgar revistas ou jornais, riscar o chão ou papéis, estourar bexigas, brincar de emitir sons altos (dos animais por exemplo), etc. Sugeri algumas vezes para alguns clientes adultos, brincar com seus filhos de guerra de travesseiros, ou de chutar almofadas, ou ainda praticar as atividades fortes que já mencionei. O resultado era sempre positivo; além de se aproximarem mais, filhos e pais saíam da brincadeira relaxados e extravasavam suas tensões. Mesmo quando o cliente não tinha filhos, no caso de ele estar mais aberto para praticar tais brincadeiras, eu acabava sugerindo que fizesse sozinho (exemplo: cantar alto, estourar bexigas, sapatear bem forte, jogar e quebrar algum objeto, etc.) e o resultado também era ótimo.

Utilizar a água como forma de eliminar estresse e ansiedade também faz muito bem. Tomar banho, tomar banho de piscina, de mar, lavar as mãos mais vezes, colocar os pés na bacia com água no final do dia, lavar o rosto algumas vezes durante o dia, tomar água, são maneiras rápidas e saudáveis que podemos fazer para nos sentirmos melhor. Não é à toa que alguns estudiosos sobre energia, dizem que água é um grande elemento purificador.

9º ponto: Fazer nossa energia circular melhor.

Existem várias formas de fazermos nossa energia circular melhor, como por exemplo: queimar incensos, andar descalço na terra e na grama, abraçar árvores, tomar sol e vento, fazer relaxamentos, utilizar tudo que as religiões e filosofias de vida nos ensinam, utilizar os conhecimentos do Feng Shui ("estabelecer equilíbrio entre os indivíduos e os ambientes" - Revista Novo Astral Feng Shui), passear em bosques e chácaras, utilizar as cores (no vestuário ou em luzes), ter uma alimentação saudável (verduras, frutas, sucos naturais e legumes), praticar atividades físicas, entre outras.

10º ponto: DECIDIR MUDAR.

Agora, podemos entender melhor porque somos os únicos responsáveis por tudo o que acontece em nossa vida (afirmação que já havia colocado antes): as mudanças têm que se iniciar a partir de nós mesmos. Somos os únicos responsáveis pela vida que temos, mesmo quando achamos que o mundo foi "mal". Somos os únicos que podemos sair das tempestades do dia-a-dia - ninguém fará este trabalho por nós, porque nem podem. Para haver essa mudança, precisamos DECIDIR fazê-la. Os obstáculos e problemas com que somos defrontados na desincumbência de nossos deveres partem de nós mesmos e não dos outros. Não devemos nos aborrecer com o trabalho que a vida nos confia, de vez que, através dele, é que atingiremos a promoção justa na escala de valores da vida. Mesmo com a ajuda de outros, nunca vi alguém mudar, crescer e amadurecer sem que tenha decidido e por si só tenha feito o que era preciso fazer. Portanto, para pararmos de sofrer com as dificuldades e com o "mundo mal", só vai depender de nós mesmos. Ninguém possuirá uma serenidade que não construiu (sozinho). Daí, o impositivo da vigilância em nós próprios. No sentido de preservar a própria paz, é indispensável que nos disponhamos a manter criteriosa atenção sobre nós mesmos. Medos, dores, irritações, etc. são criados por nós mesmos e por isso, precisamos mergulhar em nosso interior para descobrirmos / enxergarmos tudo o que nós mesmos fabricamos. O mundo vai continuar sendo como sempre foi e precisamos cuidar de nós mesmos, começando por fazer uma introspecção. Ela vai permitir que nos conheçamos um pouco mais. Não conheço outra maneira de se chegar a mudar coisas em si mesmo e na sua vida, senão pelo auto-conhecimento. Quem já não ouviu falar na mais antiga e sábia frase: "Conhece-te a ti mesmo"?! Então, precisamos decidir enxergar quê comportamentos (falas, pensamentos, atitudes) estamos tendo repetitivamente, que estão atrapalhando nosso próprio crescimento e nossa felicidade. Para o nosso legítimo desenvolvimento precisamos do reconhecimento de todos esses comportamentos para poder aceitar e assumir a responsabilidade pelas conseqüências que nos aconteceram. O dano causado a nós, é responsabilidade nossa mesmo. Quando conseguirmos mergulhar em nosso próprio mundo e perceber que nossas próprias atitudes que nos causam dor e sofrimento, vamos poder dizer a nós mesmos "eu fiz isso", "ocasionei aquilo", "sou responsável por aquele outro". Veremos, que a partir daí, podemos fazer grandes mudanças em nossa vida, pois teremos decidido tomar as rédeas de nossa situação atual.

Se temos dificuldade de aceitar que somente nós mesmos é que criamos todos os nossos incômodos e sofrimentos, façamos o exercício de mapear todas as situações ocorridas em nosso dia, agora mesmo; verificando tudo de "horrível" e pessimista que pensamos e dissemos; das reclamações que fizemos; da nossa falta de paciência; das mentiras que contamos; das intromissões que fizemos na vida alheia; do ódio do mundo que cultivamos em nosso peito; das lamentações que fizemos, dos apontamentos das coisas negativas dos outros; nós passamos talvez, o dia inteiro desqualificando as idéias das pessoas que nos rodeiam; nos irritamos; gritamos; xingamos; passamos o dia preocupados com problemas dos outros e não com os nossos; ficamos dramatizando nossos problemas; etc. Podemos perceber como nós mesmos procuramos o sofrimento! Podemos nos esforçar para ver que passamos nosso dia tendo atitudes que só causaram dor a nós mesmos. Essas formas repetitivas que usamos em nossas comunicações, podem estar atrapalhando as relações com as pessoas e por conseqüência, com o mundo e com nossa vida. Ninguém tem uma relação ruim sozinho - nós contribuímos para que as relações não fluam bem. Podemos perceber nossas repetições, tendo auto-consciência e se policiando no dia-a-dia para não ficarmos compulsivamente atuando esse nosso padrão, seja ele qual for. Todas as atitudes que tomamos em nossa vida dão sinais de como somos. Em todas as circunstâncias da nossa rotina, podemos nos conhecer e treinar para fazer diferente. Mas, prestemos mesmo atenção em nossas ações, não devemos fingir que não existem e nem devemos negá-las. Vamos aprender a aceitá-las e mudar aquelas que nos fazem mal.

Sendo assim, podemos DECIDIR usar todas as sugestões colocadas neste texto, para conseguirmos parar de sofrer! Podemos então: aprender a lidar com nossas frustrações; enxergar que nossas próprias atitudes contribuem para a nossa vida ser de determinada maneira; perceber que nós mesmos fazemos com que nossos problemas sejam pesados; dar tempo ao tempo; enxergar que existem várias saídas para nossas dificuldades; ter pensamentos e falas positivas e otimistas; fazer mentalizações; exercitar o bom humor e o sorriso; viver o aqui e agora; buscar o auto conhecimento; diminuir e/ou eliminar ansiedades e estresses; e fazer circular a nossa energia.

"A próxima mensagem de que você precisa está bem aí onde você está". (Ram Dass - Toques de Sabedoria)